A amável criação de Ana Storino
O trabalho delicado da jovem artista pode ser visto até o dia 27 de julho, das 13 às 17h, na 34ª Expoarte, na Sociedade Brasileira de Belas Artes

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paulo rodrigues

A carioca radicada em Curitiba expôs em várias coletivas. Ver FOTOGALERIA
 
A Exposição de Artes Plásticas da AFBNDES, Expoarte, em sua trigésima quarta edição, tem tradição em descobrir e estimular a produção de novos talentos no cenário cultural das Associações. Na mostra deste ano o trabalho da jovem artista Ana Storino, filha do associado Waldir Filho, se destacou pela sutiliza das aquarelas que ilustram figuras femininas em movimento e pela técnica de dobradura com fita crepe que desenvolveu para criar esculturas inspiradas na tradição japonesa.

A carioca de 26 anos radicada em Curitiba teve os desenhos e objetos construídos com papel como companheiros da infância. Ana usava uma câmera de vídeo para brincar com as suas criações. A artista sempre escutou que deveria trabalhar com artes e nunca deu ouvidos. O despertar para a profissão só aconteceu quando ingressou na faculdade de Design Gráfico da PUC-PR, que frequentou durante três períodos antes de trocar o curso pelo bacharelado de Escultura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, que concluiu em 2016.

Durante a graduação de Escultura, a artista participou de aulas de desenho, gravura, pintura e pôde produzir e testar diversas técnicas. Dentre os diversos experimentos, acabou se aproximando das práticas de gravura, intervenções e performances: "Minhas técnicas de preferência são a aquarela e a fita crepe, material das esculturas. Algo que permeia bastante minhas produções é o conceito da efemeridade, da fluidez, então essas são duas técnicas que me permitem explorar bastante isso", contou Ana.

O processo com fita crepe foi desenvolvido pela artista por acaso: "Eu estava passando o tempo mexendo com a fita e quando percebi que tinha feito um canudinho, fiz mais alguns e 'montei' um boneco palito. A partir dali comecei a pensar o que mais eu poderia fazer. Na sequência produzi casas, algumas bonecas mais detalhadas e por aí foi. Ainda faço pesquisas sobre como mais posso lidar com o material".

Ainda uma menina no mundo das artes, Ana Storino já participou do 1º e 2º Salão de Arte Contemporânea de Ponta Grossa, com uma gravura no primeiro e uma série de fotos de esculturas de fita crepe no segundo. Apresentou também trabalhos na exposição coletiva "O conto da ilha desconhecida", na qual todas as obras eram inspiradas no conto de José Saramago; em "Um lugar dentro do outro", na galeria Farol, com a intervenção Monóculos; e também na exposição "Sobre o óbvio", com o trabalho e performance Senbazuru.

Até o dia 27 de julho, das 13 às 17h, é possível conferir os trabalhos de Ana Storino na 34ª Expoarte da AFBNDES, na Sociedade Brasileira de Belas Artes (Rua do Lavradio 84, Centro). O melhor caminho para quem deseja conhecer mais sobre a artista e adquirir uma obra é o site www.anastorino.com. Além de algumas obras prontas, Ana trabalha com encomendas exclusivas.

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Sinfônica Juvenil Carioca dia 13 no Auditório do Banco

A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a AFBNDES, apresenta na sexta-feira (13), às 16h, no Auditório do Banco, concerto da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, com entrada franca.

Criada em 2017, a OSJC tem cento e vinte integrantes, alunos e alunas de escolas municipais do Rio, com idades entre oito e 17 anos, e integra o Programa Orquestra nas Escolas, da Secretaria Municipal de Educação. A iniciativa visa formar 80 mil instrumentistas na rede até 2020 e despertar o interesse pela vivência cultural.