Em Defesa dos Bancos Públicos
Presidente da AFBNDES, Thiago Mitidieri participou ontem do lançamento da Frente Parlamentar Mista

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Reunião da Frente Mista, ocorrida ontem (8) em Brasília

 

O esvaziamento e a ameaça de privatização de instituições do setor público levaram 209 deputados federais e senadores, vinculados a 23 diferentes partidos políticos, a criarem a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, lançada ontem (8) no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. De forma a enriquecer a discussão também foi realizado o seminário "Bancos Públicos e Desenvolvimento", que reuniu especialistas em economia.

O objetivo da Frente é dar voz, dentro do Legislativo, a uma mobilização que reúne políticos, trabalhadores, centrais sindicais, universidades e entidades da sociedade civil em defesa das empresas públicas. Os organizadores decidiram tomar tal iniciativa após frequentes declarações de integrantes do governo em favor da privatização total da área financeira.

"A Frente é um movimento importante de apoio dos congressistas aos bancos públicos. Todos no Brasil conhecem as três bancadas mais atuantes no Parlamento: a da bala, a do boi e a da bíblia. Mas onde está a bancada do desenvolvimento, da indústria, da infraestrutura, da inovação, da casa própria, do BNDES? Ter bancos públicos fortes é importante para qualquer país e economia. E os parlamentares dessa Frente têm plena consciência disso, ainda mais se considerando o momento que vivemos, com 14% de desemprego. O ultraliberalismo vigente é o verdadeiro suicídio nacional", comentou o presidente da AFBNDES, Thiago Mitidieri, que esteve em Brasília participando do evento.

"Precisamos apontar os riscos da privatização. Seria algo muito perverso pois estaríamos retirando da sociedade importantes mecanismos de desenvolvimento. Hoje, por exemplo, a Caixa é responsável por sete em cada dez moradias financiadas no país", afirmou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Ferreira. Ele ressaltou o papel da Caixa Econômica Federal no desenvolvimento socioeconômico do país por meio do financiamento habitacional, do programa "Minha Casa Minha Vida" e do investimento na infraestrutura das cidades. Os bancos públicos também têm forte atuação no crédito rural e no atendimento a segmentos da população desprezados pelos bancos privados.

"Nós atuamos em várias frentes em defesa dos bancos públicos. Na articulação com os sindicatos que representam os funcionários das empresas públicas, na relação com o Parlamento, fazendo debates com a população e em estratégias jurídicas", destacou Juvandia Moreira, presidente da Contraf-CUT. "Estamos fazendo uma cartilha para ser distribuída a prefeitos, vereadores, deputados estaduais, demais lideranças e para o público em geral mostrando a importância dos bancos públicos para os estados e municípios".

Para a deputada Érika Kokay, essa organização suprapartidária vai analisar todos os projetos que estão tramitando na Casa. "A defesa dos bancos públicos não é prerrogativa de partidos de esquerda ou da oposição, é uma bandeira que atinge todos os brasileiros e brasileiras", pontuou a deputada. Para Kokay, que também está envolvida na luta contra a Resolução CGPAR 23, a atuação da Frente é intrínseca ao poder Legislativo, mas também representa um canal de diálogo com os poderes Judiciário e Executivo, com o Ministério Público e, particularmente, com a sociedade civil.

 

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