Opinião

Edição nº1353 – quinta-feira, 11 de julho de 2019

Carlos Henrique Reis Malburg (Carlinhos) e o espírito benedense

Anie Amicci

Empregada do BNDES

Carlos Henrique Reis Malburg, quando o conheci, há mais de 10 anos, todos no Banco o chamavam de Carlinhos. Demorei um pouco até adotar a forma carinhosa, por isso fui alvo de chacota dos amigos mais próximos. Lembra-se, Fran? Não demorou muito para entender porque todos o tratavam com tanto carinho, mas também respeito e admiração.

Os anos 2008 e 2009 foram de grande renovação do quadro funcional do BNDES e os recém-contratados que compunham a sua equipe, Roberta, Adriana, o saudoso Herdy e eu, ficávamos admirados com a quantidade de pessoas que vinha até a estação de trabalho do nosso gerente, o arquiteto e urbanista Carlinhos, em busca de informações sobre mobilidade urbana, desenvolvimento urbano, projetos dos quais ele havia participado (e não foram poucos), a história do Banco ou simplesmente para uma boa conversa.

Naquele momento de renovação, Carlinhos tinha consciência da necessidade de transmitir o conhecimento acumulado. Assim, mesmo quando em condições de se aposentar, optou por continuar trabalhando, em benefício de outros que vieram a compor sua equipe. Não é mesmo, Filipe e Allan? Carlinhos tinha propósito. Ter um faz toda a diferença.

Além de propósito, Carlinhos tinha conhecimento aliado à generosidade, nenhuma reserva em compartilhar tudo o que sabia. Humildade para reconhecer o que não conhecia e vontade de aprender sempre. Integridade aliada ao interesse genuíno pelo ser humano, o que o movia a buscar formas de melhorar a qualidade de vida das pessoas nos projetos financiados pelo Banco, mas também daqueles que com ele conviviam. Capacidade de se indignar aliada à coragem, apontava problemas e buscava formas de resolvê-los – colocou atores que não se conversavam em volta da mesma mesa em prol da mobilidade. Lembra-se, Rodolfo? Resiliência aliada ao entusiasmo, não se curvava às limitações que a doença lhe impunha, arrumava formas de viabilizar sua autonomia e continuar a visitar projetos – em 2012 visitou toda a malha da Supervia, Vila Inhomirim, Guapimirim e Paracambi, inclusive. Caía, mas se levantava – literalmente, certa vez andando sobre a brita da Supervia.

Nunca o vi se vitimizar, perder o bom humor ou a fé, por muito tempo tocou a Ave Maria às 18 horas, das versões clássicas às sertanejas. Por outro lado, sou testemunha do seu amor pelo BNDES, pelos amigos e pela família maravilhosa à qual fez jus: Teresa, carinhosamente Tethi, sua esposa, Carlos Arthur, Maria e Ana Teresa, seus filhos, e seus irmãos Bruno, nosso colega de trabalho, e Ana.

Muitos haverão de concordar que o Carlinhos representa como poucos o espírito benedense.

Partiu no dia 2 de julho de 2019, data em que completava 39 anos de Banco. Honrou-nos com sua convivência e pelo exemplo nos estimulava a sermos melhores. Aprendi muito com ele. Acho que aprendemos todos.

Saudade.

* Escrevo sem a pretensão de resumir a trajetória de 39 anos do Carlinhos no BNDES. Outros colegas que conviveram com ele por mais tempo e mais hábeis com as palavras poderiam escrever melhor sobre ele, mas como me foi oferecida a oportunidade de prestar uma humilde homenagem ao nosso querido amigo Carlinhos, não pude resistir. É uma honra.

 

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