Movimento

Edição nº1364 – quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Luto pelo Brasil e contra as privatizações

Nesta quinta-feira (3), dia em que a Petrobras completa 66 anos, trabalhadores, sindicalistas e movimentos sociais irão às ruas para defender a estatal e as empresas públicas em várias capitais do país. No Rio de Janeiro, o ato está sendo chamado de "Dia de luto pelo Brasil, contra as privatizações, em defesa da Amazônia, por empregos, pela saúde e contra os cortes na educação". A concentração está marcada para a Candelária às 16h, com caminhada, pela Av. Rio Branco, até a sede da Petrobras. O Sindicato dos Bancários do Rio participa do movimento.

Privatização é tema do JE – A edição de outubro do Jornal dos Economistas (www.corecon-rj.org.br/) volta ao tema da privatização, processo radicalizado no governo Bolsonaro, que pretende vender até empresas lucrativas e estratégicas como a Eletrobrás, para não citar os planos de entrega da Petrobras. Ladislau Dowbor, da PUC-SP, critica o maniqueísmo do debate entre privatização e estatização. "Há atividades que funcionam melhor no setor privado e outras que precisam ficar com o Estado. Mas não é essa a racionalidade que guia as privatizações atuais, em geral negociatas para que grupos privados, nacionais e internacionais, se apropriem de patrimônio público", sustenta. Marcio Pochmann, da Unicamp, faz um histórico do liberalismo e processos de estatização e privatização no Brasil: "Os pressupostos do anarcocapitalismo ganharam relevância no governo Bolsonaro, engajado em desfazer, não reestruturar, o setor produtivo estatal, entregando-o a empresas privadas nacionais ou estrangeiras". Antonio Lacerda, do Cofecon, entende que a privatização não é a solução para os problemas econômicos do país, porque gera receitas de uma só vez, que apenas financiam gastos correntes; não origina novos investimentos; tende a aumentar as despesas em dólar sem produzir receitas na mesma moeda; e pode criar monopólios privados. Adhemar Mineiro, da UFRRJ, ressalta que a venda de empresas públicas dará aos investidores externos e internos a chance de se apropriarem de ativos, sem que haja expansão da capacidade produtiva. Marcelo Carcanholo, da UFF, critica a panaceia da privatização, apresentada como solução, por exemplo, para o déficit fiscal, mesmo no caso da venda de estatais lucrativas; ou para a redução da dívida pública, desconsiderando que ela tem outros determinantes: "A privatização é um grande negócio... para quem compra".

 

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Está marcada para sexta-feira, 11 de outubro, às 14h30, em primeira convocação, e às 15h, em segunda convocação, a Assembleia Geral Extraordinária do Sindicato dos Bancários do Rio para deliberar sobre o Acordo de Participação nos Lucros e Resultados de 2019. O Edital de Convocação será publicado no início da próxima semana pelo Seeb-Rio. A proposta de Acordo foi enviada pelo Banco aos empregados na última sexta-feira (27).