Movimento

Edição nº1392 – sábado, 16 de maio de 2020

Reconversão industrial em tempos de Covid-19

O Dieese divulgou, na última quarta-feira (13), Nota Técnica sobre o tema “Reconversão industrial em tempos de Covid-19: o papel dos governos para salvar vidas”.  

“A escassez de determinados produtos, insumos e equipapentos é mundial e tem exigido que se encontrem alternativas para suplantar essa crise gravíssima. A China foi o primeiro país a detectar o coronavírus e, mesmo sendo um dos maiores produtores de respiradores do mundo, teve que aumentar a produção em pelo menos 10 vezes para atender à demanda interna e externa pelo equipamento.  

Diante dessa emergência sanitária, é crucial fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), bem como o Complexo Industrial da Saúde (CIS), tornando-os vetores estruturantes do enfrentamento à pandemia no curto prazo. Também se torna evidente a urgência de uma agenda nacional de longo prazo que conduza à trajetória de desenvolvimento econômico e social e garanta soberania ao país em uma área tão relevante como a dos cuidados com saúde. 

Nesse sentido, o combate à crise exige esforço de “guerra” e não pode prescindir de planejamento, coordenação e articulação dos atores governamentais nas esferas da União, estados e municípios, assim como da comunidade científica, do setor produtivo e das entidades sindicais representativas dos trabalhadores.  

A reconversão industrial é um dos instrumentos a ser acionado em crises dessa proporção. Esse processo consiste na rápida transformação de plantas industriais dotadas de relativa flexibilidade produtiva e que estejam operando com baixa utilização da capacidade instalada, transformando-as em unidades produtivas adaptadas emergencialmente para a produção de bens ou equipamentos de primeira necessidade temporariamente escassos. Assim, e considerando o momento atual, parte da indústria brasileira pode e deve ser rapidamente adaptada, visando produzir produtos, insumos, componentes, materiais de reposição, bens consumíveis e equipamentos médico-hospitalares destinados a salvar milhares de vidas.  

Confira aqui a íntegra da Nota do Dieese.  

 

Editorial

Atualização das três crises

Acontece

Experiência da FAPES com equacionamento do PBB é tema de live

Acontece

A TLP na berlinda 

“Governo não tem margem para ação discricionária. A formação de taxa de juros com custo de referência da NTN-B amarrou o BNDES”, diz o presidente da AFBNDES, Arthur Koblitz

Acontece

Inscrição de chapas para eleição na AFBNDES segue até 27 de maio

Institucional

O Complexo Industrial da Saúde em tempos de pandemia

Movimento

A suposta tentativa de interferência do presidente na Polícia Federal em entrevistas no Faixa Livre

Opinião

Grupo BNDES?, por Paulo Faveret

Opinião

Eduardo em Jerusalém ou a bananinhalidade do mal, por Paulo Moreira Franco

Opinião

NEGACIONISMO, por Celso Evaristo
Silva

Opinião

Charge de Nelson Tucci

 
 

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(a partir de 2002)

MOVIMENTO

Barrada MP da Grilagem, relator apresenta Projeto de Lei

Medida Provisória (MP) 910, apelidada por opositores de “MP da Grilagem”, teve a votação adiada na última terça-feira (12), na Câmara dos Deputados. O tema foi discutido em sessão do plenário, mas os líderes partidários não conseguiram acordo para colocar em votação o texto do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), relator da proposta. A MP foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em dezembro do ano passado.

 

A Medida Provisória caducaria em 19 de maio, mas o deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), relator da MP, apresentou, na quinta-feira (14), o Projeto de Lei (PL) 2633/2020. O deputado João Daniel (PT-SE), coordenador do Núcleo Agrário do PT na Câmara, afirma que a oposição ainda não conseguiu analisar tecnicamente a proposta. “Vamos analisar com muito cuidado, debater e discutir antes e tentar impedir que vá para o plenário. Indo para o plenário, vamos trabalhar para que não seja aprovada”.

 

Ao alterar as regras de regularização fundiária em terras públicas federais, a MP estabelecia a legalização de milhares de imóveis rurais, permitia a obtenção de títulos de terra sem vistoria prévia e transformava em proprietários aqueles que invadiram terras da União.

 

O Instituto Socioambiental (ISA) pede para que a proposta (agora Projeto de Lei) seja alvo de uma discussão que acompanhe a complexidade do tema. Advogada do ISA, Juliana Batista defende que medidas dessa natureza busquem uma governança fundiária e ambiental transparente e orientada para as questões da sociobiodiversidade.

“A preocupação da discussão é essa, e não é uma discussão simples. Ela realmente precisa de algum tempo, de um debate aprofundado. A gente não tem essa resposta pronta e não se trata de ser contra ou a favor, mas de buscar meios de discussão que viabilizem uma proposta de interesse público de todo o povo brasileiro, e não que venha a atender a pequenos setores interessados em grilar áreas, em continuar com o desmate de florestas”, afirma.

 Fonte: Brasil de Fato

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