Institucional

Edição nº1424 – sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Vulnerabilidade social é tema do Jornal dos Economistas

Desemprego, inflação de alimentos, baixo dinamismo econômico, o fantasma da insegurança alimentar e continuidade da crise sanitária, são os temas discutidos na edição de janeiro do Jornal dos Economistas (JE), publicado pelo Corecon-RJ.  

Marília Bassetti Marcato, do IE/UFRJ, ressalta que, do acesso a saneamento básico à renda e à moradia adequada, os números reforçam o aprofundamento da vulnerabilidade social, mas o que ganha destaque na mídia é o fantasioso indicador de endividamento público.  

Rosa Maria Marques, da PUC-SP, prevê que a realidade que se imporá a milhões de brasileiros nos próximos meses é a da alta contínua do desemprego e do fim do auxílio emergencial. Com a elevação dos preços dos alimentos, a pobreza passa a revelar seu lado mais perverso, o da fome.  

Adhemar S. Mineiro, da UFFRJ, acredita que em 2021 a via crucis social persistirá, com desemprego elevado, salários baixos e economia com pouco dinamismo. O orçamento apertado limitaria um aumento do gasto público que possa impulsionar a economia. Mas, como na expressão “política econômica” o substantivo é a política, podemos ser surpreendidos por um aumento de gastos em 2021 ou 2022.  

Marcio Pochmann, da Unicamp, destaca o cavalo de pau na economia em 2020, com a desvalorização cambial e redução dos juros. A ampliação do gasto público preservou a massa de rendimentos dos trabalhadores. Se for descontinuada, as desigualdades não duráveis se ampliarão, com fome, pobreza e desemprego em grande escala.  

Eliane Araújo, da Universidade Estadual de Maringá, analisa os impactos socioeconômicos da reforma trabalhista, teto de gastos e auxílio emergencial. Com o fim do auxílio, inviabilizado pelo teto de gastos, cabe discutir políticas de renda para o século XXI que permitam aumentar o bem-estar dos brasileiros. 

Fora do bloco temático, Williams Gonçalves, da Uerj e Escola de Guerra Naval, avalia que a política externa de Bolsonaro de servidão voluntária aos EUA pôs gratuitamente abaixo todo o patrimônio acumulado pela diplomacia brasileira, sem contrapartidas. A parceria estratégica com a China transformou-se numa reles dependência econômica de tipo colonial. 

Para acessar o JE, clique aqui.

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Último dia para assinar o abaixo-assinado para suspensão do pagamento de empréstimos e financiamentos da FAPES no 1º trimestre de 2021

As Associações de Funcionários do Sistema BNDES e a APA estão passando abaixo-assinado com o pedido, ao diretor-superintendente da FAPES, de suspensão das amortizações de empréstimos e financiamentos relativos aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2021. O documento já recebeu 251 assinaturas e está disponível até hoje (8).

Para participar do abaixo-assinado, clique no link abaixo e preencha o formulário virtual disponível, AQUI.