Editorial

Edição nº1439 – sexta-feira, 30 de abril de 2021

1. Ataques à governança e à transparência do BNDES pela diretoria

Desrespeitando todos os empregados do BNDES, em particular os que participaram do longo pleito eleitoral para a escolha do representante do corpo funcional no Conselho de Administração do Banco, a diretoria decidiu caminhar para uma nova eleição e não dar posse ao candidato Arthur Koblitz, que recebeu inéditos 73% dos votos válidos em dezembro do ano passado.

A diretoria se escondeu atrás do parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), mas dá tão pouca importância à opinião dos técnicos do BNDES que não se deu ao trabalho de divulgar o tal parecer. Despreza todos nós.

O que é público até agora é o trecho do parecer do Comitê de Elegibilidade do BNDES, divulgado pela Comissão Eleitoral (extinta?), em que foram exibidos argumentos inacreditáveis.  

Depois da renúncia pública de Arthur Koblitz à condição de suplente de representante de base (que equivocadamente foi considerada um cargo pelo Comitê de Elegibilidade), o único argumento que sobrou contra a posse do candidato eleito foi o da punição por liberdade de expressão. Pois não há outro fundamento para a tentativa de impedir a nomeação de um candidato eleito pela maioria dos empregados com base no argumento de que ele padeceria de conflito de interesse porque artigo de sua autoria provocou conflito de opiniões com outros colegas.

A aposta aqui é típica das manobras do atual governo. Não precisam de teses fundamentadas, opiniões reais, basta o apelo à confusão. Se a questão for complicada o suficiente, e uma opinião sem qualquer sustentação real for apresentada como se tivesse, cria-se a impressão de que estamos diante de duas posições diferentes, de um conflito democrático, e os moderados seriam aqueles que diriam nem tanto ao céu e nem tanto ao mar….

É tudo muito lamentável! Foi difícil prever que o BNDES poderia ser um dia palco de manobras como esta. Não há mais constrangimento.

Se a diretoria do BNDES contrata consultoria para descobrir porque não goza da confiança dos empregados, ela está jogando dinheiro fora.

2. Aos colegas executivos destituídos

É jogar dinheiro fora também tentar fazer mudança cultural quando a política da administração é o tempo todo paulada em quem discorda tecnicamente de suas decisões.

Estamos diante de mais uma leva de executivos destituídos por discordarem da atual administração. Discordarem da política de inviabilização do BNDES.

Sabemos o quanto importante é a carreira no Banco para todos que aqui trabalham. Pedimos aos colegas que vejam o que aconteceu com eles com perspectiva histórica. Vocês caíram por terem compromisso com o BNDES e serão por todos nós admirados por muitos anos. 

3. Avanço na discussão sobre a uniformidade do cálculo da joia

A AFBNDES junto com as demais Associações, com exceção da APA, continua o processo de apresentar e explicar seu posicionamento relacionado à questão da uniformização do cálculo da joia do Plano Básico de Benefícios (PBB). Estamos perto de acabar para sempre com o problema dos “porta-joias”.

A reunião virtual da última quarta-feira com os ativos não “porta-joias” transcorreu muito bem. Além de pedidos de informações adicionais, os que se manifestaram deram a entender que apoiam a proposta. Lembrando que a participação dos ativos na compra da joia corresponderá a 97% do custo que será arcado pelos participantes.

Falta agora a live com os “porta-joias” que será organizada em breve.

Sobre a polêmica fomentada por alguns aposentados temos o seguinte a dizer. Até agora não entendemos qual é a divergência dos colegas. Sabemos que a proposta traz um aumento de contribuição e entendemos a situação de todos, ainda mais nessa pandemia. Mais do que legítimo os questionamentos. Mas após os esclarecimentos que foram feitos (até agora três lives, vários editoriais, artigos e matérias no VÍNCULO), os colegas mais indignados com a carta assinada pelas Associações (com exceção da APA) decidiram: não enviar qualquer artigo ao VÍNCULO expondo suas razões; não participar dos encontros virtuais promovidos pela AFBNDES. Além disso, o grupo mais extremista decidiu se desligar da AFBNDES e promover campanha nas redes sociais para estimular que outros façam o mesmo. Qual a explicação para isso?

Vamos ter uma assembleia. A discussão está ocorrendo de forma aberta, sem açodamentos. Se a maioria for contra, ou mesmo se a maioria dos aposentados for contra, a proposta da carta não será encaminhada. Muito curiosos ficamos por saber que esses colegas que parecem não aceitar o encaminhamento democrático da proposta argumentam que o processo não foi ou não está sendo democrático!

Fica sempre no ar a tentativa de criar uma intriga entre aposentados e a AFBNDES. Esclarecemos em resposta que o ajuste vai recair quase totalmente sobre os ativos (repetindo os números fornecidos pela FAPES: 97% do esforço da compra da joia será feito pelos ativos).

Esses colegas pretendem falar pelo conjunto dos aposentados. Esclarecemos que não acreditamos que a maioria dos assistidos terá uma visão contrária ao ajuste. O que a AFBNDES está fazendo está em conformidade com o interesse de longo prazo dos aposentados. A AFBNDES (assim como a AFFINAME e a AFBNDESPAR) também representam os aposentados e em proporções substanciais. Temos orgulho e sentimos a responsabilidade por representar essa categoria.  

Por termos essas convicções, pedimos encarecidamente que não seja propagada a visão de que os aposentados são contra o ajuste. Vamos esperar a assembleia geral e ver quem tem razão. Podemos estar errados, mas não achamos provável que estejamos. Estamos, como sempre estivemos, do lado da democracia, do debate, da pluralidade e da justiça.  

Para finalizar, vamos nos repetir. Há colegas que nos criticam por confiarmos nos dados fornecidos pela FAPES! Como poderíamos negociar qualquer coisa sobre a FAPES se duvidássemos dos números que eles apresentam? Podemos discutir interpretações etc. Outros dizem que temos que ver as questões legais e atuariais antes de discutir. Ora, está implícito nas cartas da FAPES e do Banco que podemos proceder a consulta e que eles querem a confirmação de que as propostas são apoiadas pela grande maioria dos participantes do PBB. A responsabilidade atuarial e legal é da FAPES.  

À AFBNDES cabe apenas o julgamento político. Esse ajuste fortalece ou não os benedenses? Fortalece ou não o PBB? É justo ou não? Já nos pronunciamos sobre essas questões, em breve saberemos a opinião do coletivo.

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