Editorial

Edição nº1458 – sexta-feira, 10 de setembro de 2021

AJT, retorno ao trabalho presencial e o discurso histórico do ministro Luís Roberto Barroso

Precisamos conversar sobre o AJT e o trabalho presencial

Benedenses, chegamos a um momento crucial na negociação do Acordo de Jornada de Trabalho (AJT) e no processo que prevê o retorno ao trabalho presencial no BNDES.

Precisamos conversar sobre o que devemos fazer.

Estamos convocando uma reunião virtual para segunda-feira, 13 de setembro, às 18h30, na plataforma Zoom.

Trata-se de uma das decisões mais importantes que já tivemos que tomar.

Participe!

Link para a reunião no Zoom:

https://us06web.zoom.us/j/84710082658?pwd=cEFFckI2b2g1NWFRS3pVTjhmYWNpZz09

ID da reunião: 847 1008 2658

Senha de acesso: 822998

A democracia só não tem lugar “para quem pretenda destruí-la”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, fez um pronunciamento na quinta-feira (9) em que criticou o presidente Jair Bolsonaro e rebateu ataques feitos pelo presidente da República durante os atos do 7 de Setembro em favor do governo e de pautas antidemocráticas.

Nós, da AFBNDES, referendamos o importante discurso do ministro Barroso, com destaque para os seguintes trechos:

“Já começa a ficar cansativo, no Brasil, ter que repetidamente desmentir falsidades, para que não sejamos dominados pela pós-verdade, pelos fatos alternativos, para que a repetição da mentira não crie a impressão de que ela se tornou verdade. É muito triste o ponto a que chegamos.”

“O Presidente da República repetiu, incessantemente, que teria havido fraude na eleição na qual se elegeu. Disse eu, então, à época, que ele tinha o dever moral de apresentar as provas. Não apresentou.”

“Continuou a repetir a acusação falsa e prometeu apresentar as provas. Após uma live que deverá figurar em qualquer futura antologia de eventos bizarros, foi intimado pelo TSE para cumprir o dever jurídico de apresentar as provas, se as tivesse. Não apresentou.

“É tudo retórica vazia. Hoje em dia, salvo os fanáticos (que são cegos pelo radicalismo) e os mercenários (que são cegos pela monetização da mentira), todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história.”

“No tom, com o vocabulário e a sintaxe que é capaz de manejar, o Presidente da República fez os seguintes comentários que dizem respeito à Justiça Eleitoral e que passo a responder.

“‘A alma da democracia é o voto’.”

“De fato, o voto é elemento essencial da democracia representativa.”

“Outro elemento igualmente fundamental é o debate público permanente e de qualidade, que permite que todos os cidadãos recebam informações corretas, formem sua opinião e apresentem seus argumentos.”

“Quando esse debate é contaminado por discursos de ódio, campanhas de desinformação e teorias conspiratórias infundadas, a democracia é aviltada.”

O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser: ‘Conhecerás a mentira e a mentira te aprisionará’.”

“Foi o Congresso Nacional – não o TSE – que recusou o voto impresso. E fez muito bem. O Presidente da Câmara afirmou que após a votação da Proposta, o assunto estaria encerrado. Cumpriu a palavra. O Presidente do Senado afirmou que após a votação da Proposta, o assunto estaria encerrado. Cumpriu a palavra. O Presidente da República, como ontem lembrou o Presidente da Câmara, afirmou que após a votação da proposta o assunto estaria encerrado. Não cumpriu a palavra.”

“Seja como for, é uma covardia atacar a Justiça Eleitoral por falta de coragem de atacar o Congresso Nacional, que é quem decide a matéria.”

“Conclusão”

“Insulto não é argumento. Ofensa não é coragem. A incivilidade é uma derrota do espírito. A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. A marca Brasil sofre, nesse momento, uma desvalorização global. Somos vítimas de chacota e de desprezo mundial.”

“Um desprestígio maior do que a inflação, do que o desemprego, do que a queda de renda, do que a alta do dólar, do que a queda da bolsa, do que o desmatamento da Amazônia, do que o número de mortos pela pandemia, do que a fuga de cérebros e de investimentos. Mas, pior que tudo, nos diminui perante nós mesmos. Não podemos permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral que estamos vivendo.”

“A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas. O que nos une na diferença é o respeito à Constituição, aos valores comuns que compartilhamos e que estão nela inscritos. A democracia só não tem lugar para quem pretenda destruí-la (grifo nosso).”

“Com a bênção de Deus – o Deus do bem, do amor e do respeito ao próximo – e a proteção das instituições, um Presidente eleito democraticamente pelo voto popular tomará posse no dia 1º de janeiro de 2023.”

Para acessar a íntegra do discurso do ministro Luís Roberto Barroso, clique aqui.

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