Movimento

Edição nº1458 – sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Procurador pede ao TCU afastamento de presidentes do BB e da Caixa

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, apresentou, na manhã de quarta-feira (8), representação no tribunal pedindo investigação por suposto uso político do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal no episódio do manifesto da Febraban com pedido de harmonia entre os poderes. 

“Entendo que a questão ora em consideração encerra as condições necessárias e suficientes para que, com base no que dispõe o artigo 276, caput, do Regimento Interno do TCU, seja adotada medida cautelar determinando o afastamento tanto do presidente da Caixa Econômica Federal, Sr. Pedro Guimarães, como o do Banco do Brasil, Sr. Fausto de Andrade Ribeiro, uma vez que demonstraram que o motor das decisões tomadas na condução das instituições que dirigem possui forte viés político, em afronta ao esperado zelo pelo interesse público e não do governo de plantão”, diz Furtado. 

“Estão evidentemente presentes, neste caso, ofumus boni iurise opericulum in mora, amparados na legislação aplicável à matéria, no fundado receio de ocorrer grave lesão ao interesse público e no risco de ineficácia de tardia decisão de mérito”, segue o procurador.

Recentemente, Caixa e BB entraram numa disputa com a Febraban ao tomarem conhecimento da articulação de um manifesto em que a entidade dos bancos defenderia a harmonia entre os poderes, em recado aos ataques propagados por apoiadores de Jair Bolsonaro e pelo próprio presidente. Os bancos ameaçaram deixar a entidade, mas voltaram atrás e permaneceram. 

Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, “instituições públicas tão importantes para o país não podem ser usadas desta forma. Que bom que o Banco do Brasil, por conta da sua governança corporativa, com ações listadas na bolsa, viu o perigo que seria deixar a Febraban. É bom para a categoria e para a instituição”, finalizou.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, é saudável que toda denúncia seja investigada. “A Caixa e o BB são bancos públicos. E tudo o que é público pertence a toda a população. É importante que toda a denúncia seja investigada com transparência e responsabilidade para que tudo fique esclarecido e a população seja informada. Se houver irregularidades, que os culpados sejam punidos”, disse Takemoto.

Fonte: Contraf-CUT

 

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Retração, inflação e revisão do Imposto de Renda, no Faixa Livre

Em entrevista ao Programa Faixa Livre, no dia 8/9, o professor de Economia da UFF, Victor Araujo, demonstrou surpresa com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre do ano, que apontou retração de 0,1%, de acordo com o IBGE, e lembrou que nem a volta do pagamento do auxílio emergencial foi capaz de conter as perdas. Ele avaliou também o cenário inflacionário, com influência do aumento do preço dos combustíveis e da energia elétrica, e analisou a proposta de revisão do Imposto de Renda aprovada pela Câmara dos Deputados.

Também tratando da revisão do Imposto de Renda, a presidente do Instituto de Justiça Fiscal e auditora fiscal aposentada, Maria Regina Duarte, criticou, no Programa Faixa Livre de 9/9, a redução da tributação para Pessoa Jurídica e da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL). Ela explicou os impactos da redução na arrecadação para a União, estados e municípios e opinou sobre a reforma administrativa.

O Programa Faixa Livre vai ao ar, ao vivo, na Rádio Bandeirantes (1360 AM) – toda segunda-feira, das 9 às 10h; e de terça a sexta-feira, das 8 às 10h.