Movimento

Edição nº1476 – quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Dispara contágio da Covid nos bancos com volta ao trabalho presencial e Sindicato exige medidas de prevenção

O Sindicato dos Bancários do Rio alertou esta semana para o aumento de casos de Covid-19, provocada pela variante Ômicron, tanto em agências quanto em prédios administrativos de bancos privados e públicos. “Os bancos não levaram em conta o alerta feito insistentemente pelo movimento sindical bancário sobre o perigo evidente que o retorno ao trabalho presencial, inclusive de quem é do grupo de risco, e a volta ao horário normal (de 10 às 16 horas) trariam para a saúde e a vida dos trabalhadores”, destaca o jornal Bancário.


Ainda não há uma estatística precisa, mas para a presidente em exercício do Sindicato, Kátia Branco, foi grave o comportamento dos bancos que expuseram os bancários ao ignorar os alertas do Comando Nacional dos Bancários, de que o retorno ao presencial não poderia acontecer porque a pandemia ainda estava fora de controle, e, pior, com o aumento de casos de novas variantes que se espalhavam com rapidez, como a Delta e a Ômicron, além da epidemia da influenza H3N2 no Brasil.

Bancos públicos – A explosão da contaminação aconteceu igualmente no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. No primeiro, o problema, associado à falta de planejamento da Cassi, provocou uma pane no atendimento, com filas virtuais de mais de 800 pessoas.

Na CEF, foram verificados inúmeros casos no prédio Aqua Corporate da CEF, no Porto Maravilha, e no Passeio Corporate, na Rua das Marrecas; além de contaminações em diversas agências da Av. Rio Branco, Presidente Vargas, e na agência Tijuca. A maioria dos setores onde há infectados continuou funcionando.

 Bancos privados – Primeiro a obrigar os bancários a voltar ao trabalho presencial, o Santander, diante do recrudescimento da pandemia e com o surto da gripe H3N2, agora cobra, em todo o país, o cumprimento dos protocolos de prevenção. Disponibilizou na intranet as medidas que devem ser seguidas, inclusive com orientações para gestores e funcionários, e um FAQ com perguntas e respostas.

O Sindicato confirmou várias agências com ocorrências de covid nos demais bancos privados, como Bradesco e Itaú. “A situação é grave, mas poderia ser bem pior, caso o governo não tivesse sido pressionado a fazer uma ampla campanha de vacinação”, avalia o diretor do Sindicato, Sérgio Menezes.

 

Sindicato exige prevenção à Covid
 

Em reunião da diretoria do Seeb-Rio, no dia 10 de janeiro, foi decidido que a entidade vai exigir o retorno das medidas preventivas adotadas no início da pandemia. “Além disso, será realizada uma campanha de denúncia dos prejuízos causados à categoria pelo retorno precipitado ao trabalho presencial”, destacou a presidente interina do Sindicato.

“A explosão de novos casos de Covid-19 no país e no Rio de Janeiro e a exigência irresponsável pelos bancos do retorno ao trabalho presencial está expondo a categoria bancária não apenas à Ômicron, nova variante do coronavírus, mas também a um estresse ainda maior do que já ocorria com a cobrança de metas abusivas. Agora, bancários e bancárias saem para trabalhar e não sabem se retornarão para casa contaminados”, ressalta nota da entidade no
Instagram.

Segundo Kátia, o Sindicato também exigirá a volta do rodízio de funcionários(as) no trabalho presencial; fornecimento de equipamentos de proteção, como máscaras, álcool em gel e face shield; sanitização das dependências sempre que houver um caso suspeito; e afastamento imediato de quem apresentar sintomas da doença.

A Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ) também se posicionou sobre o novo contexto da pandemia. Em ofício enviado à Fenaban, cobrou a redução do horário de atendimento, a diminuição do fluxo de pessoas nas agências e o retorno ao home office dos trabalhadores com comorbidades. O documento da Federa-RJ lembra que as medidas de prevenção exigidas estão previstas na cláusula 69 da Convenção Coletiva de Trabalho em vigor.

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Desmatamento no cerrado e transbordamento de barragem em Minas Gerais

Em entrevista ao Programa Faixa Livre, em 11/01, o engenheiro florestal e coordenador da Rede MAP Biomas, Tasso Azevedo, condenou a ação da gestão Bolsonaro de cortar verbas para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) monitorar o desmatamento no cerrado, ressaltou que cerca de 50% do bioma, o segundo maior do país, já foram destruídos e citou o que é necessário para que haja recuperação da área desmatada.

Já o jornalista, ambientalista e integrante do Gabinete de Crise da Sociedade Civil Gustavo Gazzinelli comentou, em entrevista realizada também no dia 11, o panorama em Minas Gerais após as fortes chuvas que provocaram destruição e o transbordamento da barragem da Mina Pau Branco, de propriedade da empresa francesa Vallourec, com ameaça de rompimento da estrutura. Gustavo  questionou a fiscalização das barragens de contenção de rejeitos de mineração e avaliou a possibilidade de uma nova tragédia como as que ocorreram em Mariana e Brumadinho (MG).

O Programa Faixa Livre vai ao ar, ao vivo, na Rádio Bandeirantes (1360 AM) – toda segunda-feira, das 9 às 10h; e de terça a sexta-feira, das 8 às 10h.