Movimento

Edição nº1476 – quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

“Inércia da Diretoria do Banco Central” intensifica mobilização dos servidores

 

Após reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na última terça-feira (11), os servidores da instituição anunciaram que está mantido o plano de paralisação por duas horas na manhã do dia 18 de janeiro.

Os funcionários realizaram um encontro virtual com Campos Neto, mas, segundo eles, não houve proposta concreta de reajuste. “Houve somente declarações de intenções: ‘vamos tentar’, ‘vamos conversar'”, diz nota do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, o Sinal.

Os servidores iniciaram o encontro destacando as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos e os possíveis impactos para o BC de um tratamento diferenciado em relação a órgãos de semelhante importância para o Estado brasileiro, com a possibilidade de evasão de quadros. Reforçaram, ainda, a necessidade de um movimento político por parte de Campos Neto, no que se refere às demandas apresentadas pelas entidades ainda em dezembro de 2021.

De acordo com o Sinal, 500 servidores podem deixar os cargos gerenciais comissionados e mais de dois mil devem aderir à mobilização. Caso não haja uma nova reunião com Campos Neto ainda neste mês, a categoria avalia entrar em greve por tempo indeterminado em fevereiro. O BC tem 3.478 empregados.

As principais demandas dos trabalhadores são a reposição das perdas salariais com a inflação e a reestruturação do plano de carreira dos cargos de analista e técnico.

A afirmação do presidente Roberto Campos Neto de que ‘se realmente houver a concessão de reajuste para alguma categoria, me comprometo a lutar por um reajuste equivalente para os servidores do BC’, foi criticada pelo Sindicato: “(isto) já foi objeto de promessa de outros presidentes que por aqui passaram e nada fizeram. O que necessitamos agora é de uma ação contundente por parte da administração! Portanto, o indicativo é de aumento da mobilização”.

A entidade convoca os servidores para assembleia e ato na terça-feira (18), a partir das 10h. A programação do dia nacional de protesto terá manifestação em frente ao edifício-sede do BC em Brasília e atividade virtual para todas as praças.

 

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Desmatamento no cerrado e transbordamento de barragem em Minas Gerais

Em entrevista ao Programa Faixa Livre, em 11/01, o engenheiro florestal e coordenador da Rede MAP Biomas, Tasso Azevedo, condenou a ação da gestão Bolsonaro de cortar verbas para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) monitorar o desmatamento no cerrado, ressaltou que cerca de 50% do bioma, o segundo maior do país, já foram destruídos e citou o que é necessário para que haja recuperação da área desmatada.

Já o jornalista, ambientalista e integrante do Gabinete de Crise da Sociedade Civil Gustavo Gazzinelli comentou, em entrevista realizada também no dia 11, o panorama em Minas Gerais após as fortes chuvas que provocaram destruição e o transbordamento da barragem da Mina Pau Branco, de propriedade da empresa francesa Vallourec, com ameaça de rompimento da estrutura. Gustavo  questionou a fiscalização das barragens de contenção de rejeitos de mineração e avaliou a possibilidade de uma nova tragédia como as que ocorreram em Mariana e Brumadinho (MG).

O Programa Faixa Livre vai ao ar, ao vivo, na Rádio Bandeirantes (1360 AM) – toda segunda-feira, das 9 às 10h; e de terça a sexta-feira, das 8 às 10h.