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Edição nº1476 – quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Entrega de cargos na Receita pode parar na Justiça

Mais de 1.200 auditores-fiscais entregaram cargos de chefia na Receita Federal nas últimas semanas, mas a debandada ainda não foi inteiramente efetivada pelo governo. O Sindifisco diz que pode haver judicialização caso os servidores sejam impedidos de deixar os cargos.

Os auditores-fiscais da Receita Federal começaram a entregar cargos de chefia no fim de dezembro, depois da aprovação do Orçamento de 2022. Eles dizem que o governo tirou dinheiro do Fisco para bancar o reajuste salarial dos policiais federais, solicitado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Os auditores ainda cobram a regulamentação do bônus de eficiência da carreira.

Segundo o Sindifisco, 1.273 auditores entregaram diversos cargos de chefia até o dia 5 de janeiro. Parte da exoneração, no entanto, ainda não havia sido efetivada.
 

“Os delegados podem mandar a exoneração dos chefes de divisão e dos supervisores. Mas os cargos acima, como superintendentes e coordenadores, ficam na mão dos secretários. O secretário não quer fazer uma exoneração em massa para não inviabilizar o trabalho da Receita”, afirmou o presidente do Sindifisco regional de Brasília, George de Sousa, ao site de notícia Poder 360.

Segundo Sousa, o Sindifisco observará o andamento desses casos e, se for preciso, irá à Justiça para garantir a entrega dos cargos de chefia. “Se houver situações em que o superior hierárquico crie embaraços, nós vamos judicializar para forçar a exoneração, porque o colega não é obrigado a assumir uma função que não quer”, afirmou.  

Estão previstas assembleias em sindicatos regionais de auditores e de analistas da Receita. Os encontros são para decidir a adesão à paralisação geral do funcionalismo federal prevista para 18 de janeiro, além de aprovar a adoção de operação-padrão em alguns setores.

 

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