Movimento

Edição nº1476 – quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Precarização do emprego não gera desenvolvimento

Centrais sindicais brasileiras saúdam acordo trabalhista espanhol

As centrais sindicais brasileiras emitiram nota, em 5 de janeiro, elogiando a revogação da reforma trabalhista espanhola, em acordo que envolveu governo, empresários e sindicatos de trabalhadores com o objetivo de alterar o que foi aprovado em 2012, impondo restrições a contratos temporários e regras mais rígidas para terceirizações.

As centrais afirmam que o movimento espanhol “pode ser uma sinalização que estimule” a reabertura deste debate no Brasil. “Passados quatro anos está claro que os objetivos da Reforma Trabalhista de Michel Temer (MDB), ampliada e aprofundada por Bolsonaro, revelou-se um desastre para a classe trabalhadora e para a nação”, destacam.

As entidades afirmam que, desde a mudança na legislação, o desemprego aumentou, assim como a precarização das relações de trabalho. “Esse já era o quadro antes da pandemia de março de 2020. Após a adoção das medidas necessárias para contenção do coronavírus, a crise se tornou uma verdadeira calamidade”, frisam.

Segundo as centrais, as alterações feitas na Espanha “dão a esperança” de que o mesmo ocorra no Brasil. As entidades lembram que a revogação ocorreu após a eleição vencida por “uma coalizão de centro-esquerda”.

“As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma que foi imposta sem um debate social e com um deliberado viés pró capital e antissindical”, ressaltam.

O texto é assinado por CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e CST (Central Sindical dos Trabalhadores).

 

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A economista Esther Dweck (UFRJ) recebeu do Conselho Federal de Economia (Cofecon) o Prêmio Mulher Economista 2021. A honraria tem a finalidade de nobilitar os economistas que contribuíram para o desenvolvimento da Ciência Econômica e da profissão de economista nas vertentes teórica ou aplicada, com destaque no cenário nacional ou internacional, nas áreas do conhecimento científico, educacional, cultural e profissional.

Em setembro de 2018, Esther Dweck esteve no Edifício Ventura lançando o livro “Economia para poucos – Impactos sociais da austeridade e alternativas para o Brasil”, em evento promovido pela AFBNDES.