Editorial

Edição nº1504 – sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Dia da Marmota

A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho no BNDES

De forma híbrida, iniciamos, em 24 de junho, a negociação com vistas ao Acordo Coletivo de Trabalho de 2022, com a participação da Comissão dos Empregados e de representantes das Empresas do Sistema BNDES. Na ocasião, foi entregue a Pauta de Reivindicações aprovada pelos benedenses, em 7 de junho, no Congresso dos Funcionários do BNDES.

O encontro foi cordial, ambas as partes reiteraram a expectativa de uma boa negociação, a mais célere possível, até porque a Pauta não difere muito do que foi acordado em 2020. Foi destacada a importância da participação das Associações de Funcionários na Mesa de Negociação Específica do BNDES, junto com os representantes das entidades sindicais. Vinícius Assumpção, representante da Contraf-CUT, encaminhou às Empresas ofício com convite formal para participação na Mesa Única da Campanha Nacional dos Bancários com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O segundo encontro ficou agendado para o dia 11 de julho.

Na manhã do dia 11, fomos surpreendidos com um pedido, vindo do Sup/APEC, de adiamento do encontro por conta de um webinar sobre trabalho híbrido marcado pela própria APEC para aquele dia e no mesmo horário em que estava previamente agendada a reunião de negociação.

Assim, a Mesa do BNDES somente voltou a se reunir no dia 18 de julho, quando os representantes dos empregados realizaram a apresentação formal da Pauta de Reivindicações, com a leitura dos pontos e a apresentação de suas justificativas, ficando marcado um novo encontro para o dia 1º de agosto.

No dia 28/07 recebemos um pedido do DIR2 para transferir a data do encontro do dia 1º de agosto para o dia 3, o que acabou acontecendo na última terça (2), no final da tarde. A Comissão dos Empregados tinha a expectativa de receber uma devolutiva das Empresas sobre o conteúdo da nossa Pauta de Reivindicações, mas fomos surpreendidos com a apresentação de dados sobre a FAPES. A mesma apresentação que a APEC levou aos colegas no Auditório Arino Ramos nesta semana.

E um novo encontro foi marcado para o dia 8 de agosto 45 dias após o primeiro encontro e a 24 dias da data-base da nossa categoria (1º de setembro) –, quando a representação das Empresas se compromete a, enfim, apresentar sua contraproposta à nossa Pauta de Reivindicações. Como em 2020, iniciaremos de fato uma “negociação” com tempo reduzido pela frente.

Ao final da reunião, o DIR2 anunciou que não participará da Mesa como parte da representação das Empresas. Ou seja: mais uma vez realizaremos uma “negociação” sem ter sentado à Mesa quem realmente tem poder de decisão.

Sabemos que a resposta das Empresas à Pauta de Reivindicações dos Empregados trará proposta de mudanças no nosso Plano de Saúde, que já não faz parte do nosso ACT há muitos anos. Mais uma vez lidaremos com questões sensíveis, complexas e com risco de perda de direitos.

O ACT de 2020 já acabou ou estamos presos no feitiço do tempo, condenados a vivenciar novamente aquela fatídica negociação? Merecemos dias melhores.

 

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