Institucional

Edição nº1504 – sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Crise econômica e eleição presidencial no Jornal dos Economistas

A edição de agosto do Jornal dos Economistas (JE), publicado pelo Corecon-RJ, questiona se a economia será o fator decisivo da próxima eleição presidencial. A crise econômica poderá determinar a derrota eleitoral de Bolsonaro nas eleições deste ano?

Rubens Garlipp, da UFU, avalia que, diferentemente de 2018 (quando a corrupção foi o tema principal), as eleições de 2022 serão pautadas pela crise econômica e social. “A ‘nova onda rosa’ na América Latina enfrentará desafios muito mais complexos do que os da onda anterior. Mas é possível explorar novos caminhos diante da polarização entre China e EUA”, diz.  

Simone Deos, da Unicamp, afirma que poucos meses nos separam de uma das mais importantes eleições da história do Brasil. “Se for eleito, qual Lula governará? Só sairemos das ruínas do bolsonarismo se Lula estiver comprometido em superar as armadilhas do neoliberalismo”, adverte.

Glaucia Campregher, da Ufba, ressalta que a eleição se dará num momento crítico da história mundial e nacional. “Lula pode vencer, mas não vai ser fácil. Se vencer, terá o Congresso, mídia, procuradorias e bolsonaristas nos calcanhares. É necessária a politização da população”, destaca.

Renata Lins, do IE/UFRJ, concorda que a economia está no centro da eleição. “Um novo governo comprometido com mudanças precisa discutir a revisão das regras fiscais – Regra de Ouro, Lei de Responsabilidade Fiscal e, principalmente, Teto de Gastos –, sob pena de engessamento completo”, comenta.

Antonio Lacerda, do Cofecon, discorre sobre desafios e estratégias para o próximo governo. Para ele, o financiamento será a mola propulsora para viabilizar a retomada do crescimento.

Marcelo Carcanholo, da UFF, destaca o fracasso da equipe capitaneada por um doutor de Chicago. “Se há algum realista na equipe de campanha do atual presidente, o que envolve perguntar-se o que deu errado, sua resposta parece óbvia: foi a economia, estúpido!”

Luiz Filgueiras, da Ufba, defende que a vitória de Lula é crucial para a democracia, mas só será efetiva, e duradoura, se o governo avançar na redução estrutural da desigualdade. Segundo ele, “as circunstâncias domésticas e internacionais estão mais desfavoráveis do que em 2002”.

Carmem Feijo, da UFF, classifica o ano de 2022 como decisivo para o futuro da nação. “Para uma agenda de política econômica voltada ao desenvolvimento, é necessária uma nova convenção de política econômica. Há alternativas e é importante haver debate”, afirma.

Para acessar o JE, clique aqui.


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Seleção para Mestrado e Doutorado (UFRJ)

Estão abertas as inscrições para o Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional – PEPI (IE/UFRJ) – Mestrado e Doutorado – de 15/8 a 23/9/2022.

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